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Política

Petrobras prevê produção de petróleo no Amapá em até 7 anos

Presidente da estatal, Magda Chambriard, afirma que estado deve produzir em águas ultraprofundas; anúncio ocorre após descoberta de hidrocarbonetos.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou neste sábado (15) que o Amapá produzirá petróleo em águas ultraprofundas em até sete anos. A declaração foi dada em entrevista à Globonews, um dia após a estatal anunciar a descoberta de hidrocarbonetos em poço exploratório na bacia da foz do Amazonas.

Redação Clicja

Atualizado em 5 min de leitura

Petrobras prevê produção de petróleo no Amapá em até 7 anos — Presidente da estatal, Magda Chambriard, afirma que estado deve produzir em águas ultraprofundas; anúncio ocorre após descoberta de hidrocarbonetos.
Petrobras prevê produção de petróleo no Amapá em até sete anos, após descoberta na foz do Amazonas.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou neste sábado (15) que o Amapá estará produzindo petróleo em águas ultraprofundas em até sete anos. A declaração foi dada em entrevista à Globonews, um dia após a estatal anunciar a descoberta de hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia da foz do Amazonas.

Anúncio da descoberta

Na sexta-feira (14), a Petrobras comunicou ao mercado que encontrou indícios de hidrocarbonetos na bacia da foz do Amazonas, localizada na margem equatorial brasileira. A área fica próxima à costa do Amapá e é considerada uma das novas fronteiras exploratórias do país.

A companhia ainda não divulgou detalhes sobre o potencial comercial da descoberta, nem informou se os indícios são de petróleo ou gás natural. A estatal afirma que serão necessários estudos adicionais para avaliar a viabilidade da exploração.

Declaração de Magda Chambriard

Em entrevista à Globonews, Chambriard disse que a produção no Amapá deve ocorrer em um prazo de até sete anos. Ela ressaltou que o projeto depende de licenciamento ambiental e de investimentos em tecnologia para exploração em águas ultraprofundas.

A presidente da Petrobras também destacou a importância da região para a segurança energética do país, mas não deu mais detalhes sobre o cronograma ou os investimentos previstos.

Desafios ambientais e regulatórios

A exploração de petróleo na foz do Amazonas enfrenta resistência de órgãos ambientais e de organizações não governamentais. O Ibama já negou licenças para perfuração na região em outras ocasiões, citando riscos para a biodiversidade local.

A Petrobras afirma que segue as normas ambientais e que realiza estudos de impacto. A empresa também ressalta que a exploração em águas ultraprofundas é uma atividade consolidada no país, como no pré-sal.

Leia também

Impacto econômico para o Amapá

Caso a produção se confirme, o Amapá pode se tornar um novo polo petrolífero no Brasil. A atividade geraria empregos, royalties e movimentaria a economia local.

Especialistas, no entanto, alertam que o prazo de sete anos é otimista, considerando as etapas de avaliação, licenciamento e desenvolvimento da produção. Ainda não há confirmação sobre a extensão das reservas.

Próximos passos

A Petrobras deverá apresentar um plano de avaliação da descoberta à Agência Nacional do Petróleo (ANP) nos próximos meses. A empresa também precisará obter novas licenças ambientais para avançar com a exploração.

A estatal não divulgou um cronograma oficial para os estudos. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas após a conclusão das análises técnicas.

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