STF pode retomar julgamento sobre mandato-tampão no Rio
Corte discute se eleição para governo fluminense será por voto popular ou pela Alerj
O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar nesta quarta-feira (19) o julgamento sobre o modelo da eleição para o mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro. A discussão envolve a escolha entre voto popular e votação pela Assembleia Legislativa. Nos bastidores, há chance de adiamento.
Atualizado em 5 min de leitura

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar nesta quarta-feira (19) o julgamento que discute o modelo da eleição para um mandato-tampão para o governo do Rio de Janeiro. A Corte analisa se a escolha do novo governador deve ocorrer por voto popular ou por votação pela Assembleia Legislativa do estado (Alerj). A decisão impacta diretamente o cenário político fluminense, que aguarda a definição para organizar o calendário eleitoral.
O que está em jogo
O mandato-tampão é uma medida prevista para preencher uma vaga no Executivo estadual quando o titular perde o cargo antes do fim do mandato. No caso do Rio, a vacância ocorreu após a renúncia do ex-governador Wilson Witzel, condenado em processo de impeachment. Desde então, o estado é administrado interinamente, mas a indefinição sobre o modelo de sucessão gera insegurança jurídica.
A discussão no STF envolve a interpretação da Constituição estadual e da legislação eleitoral. De um lado, há quem defenda que a eleição deve ser direta, com a participação dos eleitores fluminenses. De outro, argumenta-se que a Constituição do Rio prevê a escolha indireta, pela Assembleia Legislativa, em casos de vacância no segundo biênio do mandato.
Possíveis cenários
Nos bastidores, ministros do STF apontam que há chance de o processo não ser levado a julgamento nesta quarta-feira. A pauta pode ser alterada, e o caso pode ficar para uma próxima sessão. Além disso, há a possibilidade de um novo pedido de vista, que adiaria ainda mais a decisão.
Se o julgamento ocorrer, o plenário pode decidir por maioria simples, mas a complexidade do tema pode levar a discussões longas. A Corte também pode modular os efeitos da decisão, definindo regras de transição para o processo eleitoral. Saiba mais: STF e TSE veem punição a Flávio Bolsonaro como inevitável.
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Impacto político
A definição do STF é aguardada por partidos e pré-candidatos no Rio. Caso a eleição seja direta, os partidos precisarão organizar convenções e registrar candidaturas em prazo reduzido. Se for indireta, a Alerj terá que articular uma votação entre os deputados estaduais.
A indefinição também afeta a população, que aguarda a definição para saber se poderá votar ou se a escolha ficará restrita aos parlamentares. A expectativa é de que a Corte traga segurança jurídica para o processo. Entenda: STF autoriza PF a investigar filho de Lula por corrupção.
Próximos passos
Até o momento, não há confirmação oficial de que o julgamento será efetivamente realizado nesta quarta-feira. A assessoria do STF não se pronunciou sobre a pauta. A recomendação é acompanhar os canais oficiais da Corte para atualizações. Veja: Pesquisas eleitorais.
Caso o julgamento seja adiado, a tendência é que o caso seja retomado nas próximas semanas, considerando a urgência da definição para o calendário eleitoral no estado. Relembre: Rock in Rio anuncia nova venda de ingressos para todas as datas.
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