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Política

PL tem 1 em cada 10 candidatos ao Senado; veja perfil de quem concorre

Levantamento mostra 315 postulantes, 16% menos que em 2018; partido lidera com 32 candidaturas

Eleições 2026 têm 315 candidatos ao Senado, 16% menos que em 2018. PL lidera com 1 em cada 10 candidaturas. Veja perfil de gênero, cor, escolaridade e ocupação dos postulantes.

Redação Política

Atualizado em 5 min de leitura

PL tem 1 em cada 10 candidatos ao Senado; veja perfil de quem concorre — Levantamento mostra 315 postulantes, 16% menos que em 2018; partido lidera com 32 candidaturas
Jonas de Carvalho from Rio de Janeiro, Brasil

As eleições de 2026 terão 315 candidatos disputando 54 vagas no Senado Federal, número 16% menor que o registrado em 2018, quando 385 pessoas concorreram ao cargo. O comparativo é feito com 2018 por ter sido a eleição mais recente com duas cadeiras em disputa por estado. O PL (Partido Liberal) concentra 1 em cada 10 candidaturas, o que representa cerca de 32 postulantes, e lidera o ranking partidário.

Queda no número de candidatos e média por vaga

Em 2018, a média de candidatos por vaga era de 7,2; agora, caiu para 5,8. A redução de 16% no total de candidaturas indica um cenário de menor pulverização partidária, ainda que o número de partidos aptos a lançar candidatos continue elevado.

A comparação com 2018 é considerada a mais adequada porque, naquele pleito, também foram renovadas duas cadeiras por unidade da federação, o que permite uma análise proporcional. Em 2022, por exemplo, apenas um terço das vagas estava em jogo, o que dificultaria a comparação.

Perfil dos candidatos: gênero, cor e escolaridade

Entre os 315 candidatos, a maioria se declara branca (52%), seguida por pardos (30%) e pretos (12%). As mulheres representam 28% das candidaturas, um aumento em relação a 2018, quando eram 22%.

Quanto à escolaridade, 45% dos candidatos têm ensino superior completo, 30% têm ensino médio completo e 15% possuem apenas o ensino fundamental. A faixa etária predominante é de 45 a 59 anos, correspondendo a 38% do total. Relembre: Patrimônio de candidatos ao Senado por Goiás varia de R$ 398 mil a R$.

Partidos com mais candidaturas

Além do PL, que lidera com 32 candidatos, outros partidos com grande número de candidaturas são o PT (28), o PSD (25), o MDB (22) e o PP (20). Esses cinco partidos somam 127 candidaturas, o que representa 40% do total.

A concentração em partidos maiores reflete a regra de federações e coligações, que permite que legendas com menor densidade eleitoral se agrupem para ampliar suas chances.

Ocupação e experiência política

A maioria dos candidatos (35%) exerce mandato eletivo, como deputados federais, estaduais ou prefeitos. Outros 25% são empresários, 15% são advogados e 10% são servidores públicos. Apenas 5% são agricultores ou trabalhadores rurais.

Cerca de 60% dos candidatos já disputaram uma eleição anterior, e 20% já ocuparam cargo no Legislativo ou Executivo. A renovação, portanto, é parcial: 40% dos postulantes são estreantes em eleições. Leia também: 3.681 candidatos trocaram de partido desde 2022; veja legendas.

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Bens declarados e financiamento

Os candidatos declararam, em média, R$ 1,2 milhão em bens, mas há grande disparidade: 10% dos mais ricos concentram 70% do total declarado. O patrimônio médio dos candidatos do PL é de R$ 2,5 milhões, acima da média geral.

O financiamento de campanha ainda não está totalmente definido, pois depende do teto de gastos e do fundo eleitoral, que serão divulgados pelo TSE. Até o momento, não há dados consolidados sobre doações.

O que esperar da disputa

Com menos candidatos, a tendência é de campanhas mais enxutas e maior peso do tempo de rádio e TV, que é proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara. Partidos como PL e PT devem polarizar a disputa, mas siglas de centro, como PSD e MDB, podem surpreender em estados onde têm capilaridade.

A definição das chapas majoritárias nos estados também influenciará as candidaturas ao Senado, já que a coligação para governador pode atrair ou repelir apoios.

Prazos e próximos passos

O registro das candidaturas foi feito até 15 de agosto de 2026, e a Justiça Eleitoral tem até 12 de setembro de 2026 para julgar os pedidos. Após isso, os candidatos poderão fazer campanha nas ruas e na internet.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026. Caso haja segundo turno para o Senado, o que não ocorre nesse cargo, a votação será em 25 de outubro de 2026. A apuração deve ser acompanhada de perto, pois o Senado terá renovação de dois terços das cadeiras. Saiba mais: Quaest 1º turno.

Por que isso importa

Para o leitor, isso significa maior transparência e acesso a informações verificadas, impactando diretamente na tomada de decisão diária e no entendimento do cenário nacional.

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