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Política

CNJ ratifica afastamento de juiz que bebeu e fumou em sessão

Magistrado Milton Lívio Lemos Salles foi flagrado durante julgamento virtual e segue impedido de atuar

O CNJ ratificou o afastamento do juiz Milton Lívio Lemos Salles, flagrado bebendo vinho e fumando durante sessão virtual. A decisão foi tomada pelo corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, e mantém o magistrado impedido de exercer funções.

Redação Clicja

Atualizado em 5 min de leitura

CNJ ratifica afastamento de juiz que bebeu e fumou em sessão — Magistrado Milton Lívio Lemos Salles foi flagrado durante julgamento virtual e segue impedido de atuar
Redação ClicJá

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ratificou a decisão do corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, que afastou o juiz Milton Lívio Lemos Salles, flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão virtual de julgamento. O magistrado fica impedido de desempenhar suas funções. A decisão pela manutenção do afastamento foi tomada em caráter cautelar, enquanto o processo disciplinar segue em análise.

O caso

O episódio ocorreu durante uma sessão de julgamento realizada por videoconferência. Imagens mostraram o juiz consumindo bebida alcoólica e cigarro enquanto participava dos trabalhos. A conduta foi considerada incompatível com a dignidade da função jurisdicional.

O corregedor nacional de Justiça determinou o afastamento imediato do magistrado, que agora aguarda o desenrolar do procedimento administrativo disciplinar. A medida visa resguardar a imagem do Poder Judiciário e garantir a imparcialidade dos julgamentos.

Decisão do CNJ

Ao ratificar o afastamento, o CNJ entendeu que a permanência do juiz em atividade poderia comprometer a confiança da sociedade na Justiça. A conduta, além de violar normas éticas, pode configurar infração disciplinar grave.

A defesa do magistrado ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão. Cabe recurso ao plenário do CNJ, que analisará o mérito da questão em sessão futura.

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Repercussão

O caso gerou repercussão no meio jurídico e entre a população, que questiona a postura de membros do Judiciário. Especialistas ouvidos pela reportagem consideram a medida acertada, mas ressaltam a necessidade de garantir o direito de defesa. Leia também: CNJ mantém juiz afastado de falência do Banco Santos.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ainda não se pronunciou oficialmente. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) também não comentou o episódio até o fechamento desta matéria.

Próximos passos

O processo disciplinar contra o juiz segue em tramitação no CNJ. Caso seja condenado, ele pode ser punido com advertência, censura ou até aposentadoria compulsória, dependendo da gravidade da infração. Veja: CNJ calcula pagamento de R$ 1,1 bi a 782 juízes em penduricalhos.

Ainda não há data definida para o julgamento final. Enquanto isso, o magistrado permanece afastado de suas funções, sem prejuízo de sua remuneração, conforme determina a legislação.

Por que isso importa

Para o leitor, isso significa maior transparência e acesso a informações verificadas, impactando diretamente na tomada de decisão diária e no entendimento do cenário nacional.

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