Ministério da Justiça pede bloqueio de 80 sites de deepnude
Secretaria de Direitos Digitais aciona PF e ANPD contra ferramentas que criam imagens íntimas falsas
Ministério da Justiça pede à PF e à ANPD o bloqueio de 80 sites que usam IA para criar deepnudes, imagens falsas de nudez. Medida visa proteger vítimas e coibir a disseminação de conteúdo abusivo.
Atualizado em 5 min de leitura

O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à Polícia Federal (PF) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) o bloqueio de 80 sites que utilizam inteligência artificial para criar imagens e vídeos falsos de nudez, conhecidos como “deepnudes”. O pedido foi feito pela Secretaria de Direitos Digitais do ministério, em documento assinado pelo secretário nacional de Direitos Digitais.
O que são os deepnudes e por que preocupam
Os deepnudes são conteúdos gerados por algoritmos de IA que sobrepõem rostos ou corpos de pessoas, geralmente mulheres, em cenas de nudez sem o consentimento delas. A prática configura violação de privacidade e pode causar danos psicológicos, sociais e profissionais às vítimas.
A disseminação desse tipo de material tem crescido nos últimos anos, impulsionada pelo avanço de ferramentas de IA acessíveis ao público. O pedido do ministério busca conter a proliferação desses sites e responsabilizar os envolvidos. Veja: Justiça homologa recuperação de R$ 61 bi da Raízen.
O que diz o documento
O documento enviado à PF e à ANPD pede que sejam adotadas as medidas necessárias para o bloqueio dos endereços eletrônicos. A Secretaria de Direitos Digitais argumenta que os sites violam a legislação brasileira, incluindo o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Ainda não há confirmação sobre quais sites estão na lista nem sobre o prazo para que o bloqueio seja efetivado. As investigações devem apurar a responsabilidade dos operadores dessas plataformas.
Papel da Polícia Federal
A Polícia Federal deve conduzir investigações criminais para identificar os responsáveis pelos sites e pelos conteúdos gerados. A PF já atua em casos de crimes cibernéticos e pode utilizar ferramentas de rastreamento para localizar servidores e administradores.
A ação integrada entre o ministério e a PF busca dar uma resposta rápida ao problema, que afeta principalmente mulheres e meninas. Leia também: Discord demora 25 minutos para derrubar live que vitimou menina.
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Atuação da ANPD
A ANPD, por sua vez, pode aplicar sanções administrativas e determinar medidas corretivas, como a suspensão do funcionamento dos sites no Brasil. A agência tem competência para fiscalizar o tratamento de dados pessoais e garantir a proteção dos titulares.
A expectativa é que a ANPD atue em conjunto com a PF para que o bloqueio seja efetivo e que novas plataformas do tipo sejam monitoradas.
Reações e próximos passos
Até o momento, não houve manifestação pública dos responsáveis pelos sites ou de entidades de defesa da liberdade de expressão. O ministério deve divulgar mais detalhes após a análise do pedido pelas autoridades.
Especialistas em direito digital consideram a medida um avanço no combate a conteúdos abusivos gerados por IA, mas alertam para a necessidade de atualização da legislação para lidar com a velocidade das novas tecnologias.
Por que isso importa
Para o leitor, isso significa maior transparência e acesso a informações verificadas, impactando diretamente na tomada de decisão diária e no entendimento do cenário nacional.

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