Mulheres são 34,8% das candidaturas para 2026, diz TSE
Dados atualizados às 16h30 deste domingo mostram 7.134 registros femininos entre 20.496 candidaturas
Mulheres representam 34,8% das candidaturas registradas para as eleições de 2026, segundo o TSE. São 7.134 candidaturas femininas e 13.362 masculinas, totalizando 20.496 registros para presidente, governador e senador.
Atualizado em 5 min de leitura

As mulheres representam 34,8% das candidaturas registradas para as eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados às 16h30 deste domingo (16). São 7.134 candidaturas femininas e 13.362 masculinas, em um universo de 20.496 registros apresentados para os cargos de presidente, governador, senador e demais funções em disputa.
Números gerais das candidaturas
Do total de 20.496 registros, as mulheres correspondem a 34,8%, enquanto os homens somam 65,2%. Os dados foram divulgados pelo TSE e abrangem todos os cargos em disputa no pleito de 2026.
A diferença entre os gêneros ainda é significativa, mas a participação feminina tem crescido nas últimas eleições. Em 2022, as mulheres eram 33,4% dos candidatos, segundo dados consolidados do tribunal.
Cargos em disputa
Os registros incluem candidaturas para presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. A lista completa de candidatos aptos será divulgada após o julgamento dos pedidos pela Justiça Eleitoral.
O TSE ainda não divulgou o detalhamento por cargo e gênero, mas a tendência é que a maior parte das candidaturas femininas esteja concentrada nas assembleias legislativas e na Câmara dos Deputados.
Prazo para registro e próximos passos
O prazo para registro de candidaturas terminou no dia 15 de agosto de 2026, conforme o calendário eleitoral. Agora, os partidos e coligações aguardam a análise dos pedidos pela Justiça Eleitoral.
A partir daí, os candidatos que tiverem os registros aprovados poderão iniciar a campanha oficialmente. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026.
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Participação feminina na política
A sub-representação feminina é um desafio histórico no Brasil. Desde 1995, a legislação eleitoral estabelece uma cota mínima de 30% de candidaturas por gênero, mas o percentual de mulheres eleitas ainda é baixo.
Nas eleições de 2022, as mulheres conquistaram cerca de 18% das cadeiras na Câmara dos Deputados, um dos índices mais baixos da América do Sul. Especialistas apontam que a falta de financiamento e a estrutura partidária são obstáculos para a participação feminina.
O que dizem os dados do TSE
Os números divulgados neste domingo são parciais, pois ainda podem ser alterados após a análise dos registros. O TSE informou que a atualização ocorre em tempo real no sistema DivulgaCand.
A assessoria do tribunal não detalhou quantos registros foram impugnados ou estão pendentes de julgamento. A expectativa é que a lista final seja publicada até o dia 12 de setembro de 2026.
Histórico de participação feminina
Em 2018, as mulheres eram 31,6% dos candidatos; em 2020, nas eleições municipais, o percentual subiu para 34,2%. Em 2022, chegou a 33,4%. Agora, em 2026, o índice alcançou 34,8%, o maior da série histórica desde a redemocratização.
A tendência de crescimento é atribuída a políticas de incentivo, como o aumento do fundo eleitoral destinado a candidaturas femininas, mas ainda há muito a avançar para alcançar a paridade.
Por que isso importa
Para o leitor, isso significa maior transparência e acesso a informações verificadas, impactando diretamente na tomada de decisão diária e no entendimento do cenário nacional.

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